Musical 'Bem sertanejo' expõe caipira com humor, emoção, 'causos' e hits

27/04/2016

Desde que marcou golaço na cena teatral carioca com o musical Samba futebol clube(2014), o ator, diretor e dramaturgo carioca Gustavo Gasparani tem permanecido na linha de frente da criação de espetáculos do gênero. Estrelado pelo cantor paranaense Michel Teló, o musical Bem sertanejo – batizado com o nome do quadro do programaFantástico (TV Globo) em que Teló abre a porteira para mostrar as origens da música sertaneja – desce redondo porque tem a grife e o habitual elenco de craques de Gasparani.


Ora em cartaz na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em turnê nacional prevista para ser encerrada em Ribeirão Preto (SP) em junho, Bem sertanejo versa sobre o universo caipira com emoção e humor extraídos dos causos e sucessos contados e cantados pelos 11 atores ao longo de dois atos. À vontade em cena, Teló se integra com desenvoltura ao elenco em vez de ser atração à parte deslocada da cena (como acontece com as aparições de Wanderléa, por exemplo, no musical 60! Década de arromba) – exceto quando, no fim, sai da personagem para discursar sobre o próprio triunfo real antes de cantar Ai, se eu te pego (Aline Fonseca, Amanda Cruz, Antonio Dyggs, Karine Vinagre e Sharon, 2008), tema transformado em hit mundial a partir da gravação feita por Teló em 2011.


Superprodução com cenário grandioso de Gringo Cardia que incorpora obras da modernista pintora paulista Tarsila do Amaral (1886 – 1973), o vivaz musical tem dois atos de atmosferas bem distintas. No primeiro ato, o autor e diretor retrata o universo caipira através de crendices, lendas e figuras sertanejas sem construir propriamente uma dramaturgia. Vê-se uma sequência de quadros alegóricos povoados por tropeiros e violeiros – pretexto para o canto de belas músicas que poetizam o mundo sertanejo, caso de Um violeiro toca (Almir Sater e Renato Teixeira, 1989).


No segundo ato, de tom mais didático, o ator Luiz Nicolau interpreta o paulista Cornélio Pires (1884 – 1958), ativista cultural que produziu em 1929 as primeiras gravações de músicas sertanejas. Com um circo e (depois) um aparelho de rádio alocados no centro do palco, o diretor monta ágil painel da evolução da música sertaneja, dos tempos heroicos de duplas caipiras como Tonico & Tinoco (com os irmãos vividos por Teló e Daniel Carneiro) – deixa para a lembrança do sucesso Chico Mineiro (Tonico e Francisco Ribeiro, 1946) – até a era pop dos espetáculos de arquitetura hi-tech e dos milionários rodeios.


Nesta parte, o revival de canções românticas ajustadas ao universo sertanejo – como É o amor (Zezé Di Camargo, 1991), Não aprendi a dizer a Deus (Joel Marques, 1990), Pense em mim (Douglas Maio, José Ribeiro e Mario Soares, 1990) e Evidências (José Augusto e Paulo Sérgio Valle, 1989) – arrebata o público, que se comporta como se estivesse em show de uma dupla como Zezé Di Camargo & Luciano, por exemplo. Nessa roça de arquitetura mais pop e urbana, a única atriz do elenco, Lilian Menezes, alfineta o machismo ainda predominante no universo sertanejo, ainda que cantoras como Marília Mendonça já estejam se fazendo ouvir mais alto nesse mundo tradicionalmente masculino. Contudo, o roteiro de Gasparani não alcança a era feminina capitaneada por Marília. A única cantora e compositora representada em Bem sertanejo é Roberta Miranda, (bem) caracterizada pela mesma Lilian Menezes, que faz dueto com Teló em A majestade, o sabiá (Roberta Miranda, 1985), hit inicial de Roberta.

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